O alcoolismo é considerado uma doença crônica, com aspectos comportamentais, bem como socioeconômicos, caracterizado pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada. Além da já reconhecida predisposição genética para a dependência, outros fatores podem estar associados como ansiedade, angústia, insegurança, fácil acesso ao álcool e condições socioculturais.
Quanto as drogas ilícitas, o uso crônico de maconha está associado a disfunções respiratórias, já que a fumaça é muito irritante e seu teor de alcatrão é muito alto, além de conter benzopireno, substância cancerígena. As conseqüências do uso da maconha são semelhantes às do tabaco: hipertensão, asma, bronquite, cânceres, doenças cardíacas e doenças crônicas obstrutivas aéreas.
Já a cocaína é uma
substância psicoestimulante consumida de diferentes formas: aspirada ou
via intravenosa e os restos do refino ainda transformam-se em crack
que é fumado em cachimbo. O consumo da cocaína em grande parte dos
usuários aumenta progressivamente, sendo necessário consumir maiores
quantidades da substância para atingir o efeito desejado. O consumo do crack é
maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Além
disso, tem terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.
As anfetaminas são drogas
sintéticas de efeito estimulante do sistema nervoso central e só
podem ser comercializadas sob prescrição médica. Um tipo de anfetamina ilícita, não encontrada em farmácias é a droga conhecida como ecstazy, que provoca
dependência fazendo com que o usuário tenha de consumir maiores quantidades de
comprimidos para obter os mesmos efeitos.
Vale ressaltar que aqueles
que necessitam de tratamento no SUS devido ao abuso de álcool e outras drogas
deve procurar primeiramente as Unidades Básicas de Saúde (UBS), os Centros de
Atenção Psicossocial (CAPS) e os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e
Drogas III (CAPS AD). O atendimento conta com equipes multiprofissionais
compostas por médico psiquiatra, clínico geral, nutricionistas, psicólogos,
dentre outros.
Quanto a prevenção, sabe-se que é muito difícil
convencer alguém a não fazer algo que lhe dê prazer; drogas e álcool, antes de
qualquer outra coisa, oferecem prazer imediato, e por causarem dependência
física, psicológica e síndrome de abstinência seu tratamento é um processo
árduo e complexo. As ações preventivas devem ser planejadas e direcionadas para
o desenvolvimento humano, como uma alimentação equilibrada com a inserção de
alimentos que podem auxiliar no processo de abstinência, bem como o incentivo à
educação, à prática de esportes, à cultura, ao lazer e a socialização do
conhecimento sobre drogas, com embasamento científico.
BRASIL. Ministério da Saúde. Dia Nacional
do Combate as drogas e o Alcoolismo. 2019. Disponível em: https://www.bvsms.saude.gov.br. Acesso em 18 fevereiro, 2021.
III Levantamento Nacional sobre o uso de drogas pela
população brasileira. Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Comunicação e
Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Disponível em https://www.
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/34614. Acesso em 18 de fevereiro de
2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. A Política
do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras
drogas. Ministério da Saúde, 2003. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_atencao_alcool_drogas.pdf.
Acesso em 18 de fevereiro de 2021.

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